quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Atividade Final de Curso

“Toda banda larga será inútil
 se a mente for estreita.”

Olá... Sou Iranete Alves, Baiana com orgulho,Brasiliense por amor.Sou Professora da Secretaria de Educação do Distrito Federal há 13 anos e estou na Equipe Gestora da Escola em que trabalho há 5 anos.Sou Graduada em Pedagogia com especialização em psicopedagogia. Gosto muito de ler, leio até jornal na ventania..rs mas não gosto de escrever, sou melhor com as palavras ditas do que com a escrita.Assim como a Paula , adoooro a cia das minhas amigas...Conversamos por horas, fazemos tudo, ou quase tudo juntas. Aqui na escola em que trabalhamos, as colegas quando veem a gente juntas vão logo dizendo: UFOP!!! Pois estamos constantemente compartilhando ideias.
Apesar de está fora de sala de aula há algum tempo, vejo que o uso da tecnologia na escola vai, aos poucos, deixando de ser algo distante para se tornar uma realidade bem próxima dos nossos alunos. Muitos colegas já percebem, assim como a Paula Inacia, que as tic são aliados no fazer pedagógico, despertando interesse dos alunos com conteúdos interativos, imagens e vídeos. Vejo, pela minha experiência de gestora, que a geração atual de professores é bastante ligada às tecnologias e os professores mais tradicionais também já começam a acreditar mais nas tecnologias digitais na educação.. Eles já percebem que as tecnologias são um grande aliado e que vieram para agregar, facilitar a vida dos alunos e dos educadores.
Almejo com  esse curso ampliar e sistematizar meus conhecimentos sobre o uso das Mídias no meu cotidiano, dentro e fora de sala de aula. Acredito ainda, poder usar as mídias como recurso facilitador no processo de ensino aprendizagem, trocando/adquirindo informações e experiências para melhor atingir o nosso publico alvo: o aluno.
Estamos presenciando uma época tecnológica, onde a revolução digital acontece nas nossas vistas, mesmo que não sejamos sujeitos dela. Hoje convivemos, de uma forma ou outra, com utensílios e expressões como: máquinas digitais, celulares, cartões de crédito, blogs, mini blogs, mensageiros instantâneos, softwares livres, etc.

O poder está nas nossas mãos , pessoas comuns como eu, você, e por que não o professor e o aluno na sala de aula da escola mais próxima. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

[...] o momento agora não é de aguardar o próximo YouTube, Twitter ou Facebook, mas de descobrir o que essas ferramentas farão daqui para a frente e o que poderemos fazer com elas. 


Garota UFOP

domingo, 13 de outubro de 2013

Encontro Inicial - MAIO 2013
Nete Alves, Lau, Andreza, Paula, Jack, Lu, Sidia e Elisete

Em maio, aconteceu o encontro presencial do curso Mídias na Educação, na Universidade Federal de Ouro Preto. A turma de Brasilia   representada por mim, Nete Alves e as amigas Lau, Andreza, Paula, Jack, Lu, Sidia e Elisete.  Começamos uma nova aventura rumo ao desconhecido.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A vida não é justa. Mas é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível. Com o tempo, a dor… diminui.

domingo, 18 de novembro de 2012


Do amor... só quero amor !

Do bem que ele me faz, eu quero a continuidade; da saudade que ele me dá, quero a presença; dos sonhos que compartilhamos, quero a vida mais bonita. Da vida que levamos... Quero o aconchego. Das brigas que travamos, eu quero o perdão; dos abraços e carinhos... A essência. Das palavras não ditas, o abraço que reafirma o silêncio de amor; dos dias que passam sozinhos e demoradamente, quero o reencontro. Quero o encontro. 
Rubem Alves que me perdoe. A saudade pode até ser encantamento mas, é o ver chegar, é chegar de mansinho, é andar sobre trilhos a caminho desconhecido, vendada e no escuro com todas as incertezas do mundo e com uma só certeza no coração que encanta de verdade. A alma é poção de amor.

Das mãos dadas, quero o laço; dos entrelaços, a confiança. Quero fazer diferente. Dos medos, quero o sumiço; das tristezas, só o sorriso; do futuro... O agora.
Quero que o amor seja livre de ameaças, ponderaçõs, pré-requisitos
 e simulações. Quero que seja inteiro, verdadeiro, do jeito que tiver de ser. Que seja diferente para cada um, mas que seja com todas as letras A-M-O-R! E que seja grande assim: sem medidas, despedidas, dor. Que seja puro e livre de todos os males externos, livre de toda descrença de quem não sabe o que é amar.
Das despedidas, quero o até logo; dos olhares, o brilho mais intenso; das estrelas, a história mais bonita, das palavras, as sinceras.





Quero o bom dia, boa tarde, boa noite; quero no pensamento ter sempre coisas boas, lembrar e ser lembrada; Quero surpresa e surpreender; crescer e voltar a ser criança. Quero ser livre de qualquer pensamento maligno, livre de toda sujeira d'alma, de todas as máscaras sentimentais. Quero que as palavras venham quando quiserem, que a saudade apareça quando for verdadeira, que as lembranças acometam na tentativa de diminuir a distância entre dois.
Quero o gesto, a palavra, o beijo; o abraço, consolo, o anseio; quero os dias, a fé, felicidade, amor. 


Do amor... Só quero amor.
*Isa G.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Cadê a tampa da minha panela, o chinelo do meu pé cansado, a metade da minha laranja?

Tá em ebulição, vazando, transbordando, e nada da tampa da panela pra socorrer a lambança. É culpa da pressão que eu ponho em tudo isso? É o que dizem: desencana que uma hora ele aparece. 
O pé cansado já tentou calçar (à força) do chinelão que descola as tiras ao sapatinho de cristal. Nenhum serviu e o coitado 

tá todo esfolado.
Ninguém pra descascar, chupar ou fazer uma laranjada. Em compensação, laranjas na minha vida não faltam. E chega! Há anos peço o príncipe e só me mandam o cavalo. (...)
Tô megera o suficiente pra ver uma família feliz no shopping e pensar que aquela instituição "image bank" não passa de uma união solitária de aparências. (...)
Ah, sejamos sinceras mulheres modernas: no fundo, no fundo, a gente quer mesmo é alguém pra dormir protegida no peito (de preferência largo e forte)
E nem é medo de ficar pra titia não. É vontade de sentir aquela coisinha misteriosa de "é esse!". Como será sentir isso? Eu sempre sinto que "pode ser esse, ou talvez com algumas mudancinhas possa ser esse ou talvez se ele quisesse, poderia ser esse...". Não, isso tá errado. Quero sentir que "é esse".
Dizem que materializar os sonhos escrevendo ajuda, então lá vai: quero transar com beijo na boca profundo, olhos nos olhos, eu te amo e muita sacanagem, quero cineminha com encosto de ombro cheiroso, casar de branco, ser carregada no colo, filhos, casinha no campo com cerquinha branca, cachorro e caseiro bacana. Quero ouvir Chet Baker numa noite chuvosa e ter de um lado um livrinho na cabeceira da cama e do outro o homem que amo.
Quero sambão com churrasco e as famílias reunidas. Quero ter certeza, ali no fundo da alma dele, de que ele me ama. Quero que ele saia correndo quando meu peito amargurado precisar de riso. Que ele esqueça, de vez em quando, seu lado egoísta, e lembre do meu. Que a gente brigue de ciúmes, porque ciúmes faz parte da paixão, e que faça as pazes rapidamente, porque paz faz parte do amor. Quero ser lembrada em horários malucos, todos os horários, pra sempre. Quero ser criança, mulher, homem, et, megera, maluca e, ainda assim, olhada com total reconhecimento de território. Quero sexo na escada e alguns hematomas e depois descanso numa cama nossa e pura. Quero foto brega na sala, com duas crianças enfeitando nossa moldura. Quero o sobrenome dele, o suor dele, a alma dele, o dinheiro dele (brincadeira...). Que ele me ame como a minha mãe, que seja mais forte que o meu pai, que seja a família que escolhi pra sempre. Quero que ele passe a mão na minha cabeça quando eu for
sincera em minhas desculpas e que ele me ignore quando eu tentar enrolá-lo em minhas maldades. Quero que ele me torne uma pessoa melhor, que faça sexo como ninguém, que invente novas posições, que me faça comer peixe apimentado sem medo, respeite meus enjoos de sensibilidade, minhas esquisitices depressivas e morra de rir com meu senso de humor arrogante. Que seja lindo de uma beleza que me encha de tesão e que tenha um beijo que não desgaste com a rotina. Que a sua remela seja sequinha e não gosmenta e que o tempo leve um pouco de seu cabelo (adoro carecas...). Que suas escatologias não passem de piada e se materializem bem longe de mim. Tem que gostar de crianças, de cachorrinhos, da minha mãe, e tem que odiar ver pessoas procurando comida no lixo. Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo porém macho (ou seja, não explodir por nada mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de "essa mulher é única".
É mais ou menos isso. Achou muito? Claro que não precisa ser exatamente assim, tintim por tintim. Exigir demais pode fazer eu acabar sozinha. Deus me livre! Bom, analisando aqui, dá pra tirar umas coisinhas. Deixa eu ver... Resumindo então: tem que dizer que me ama e me amar mesmo, tem que rolar umas sacanagens e não pode ter remela gosmenta. Pronto!
E quando eu tiver tudo isso e uma menina boba e invejosa me olhar e pensar que "aquela instituição feliz não passa de uma união solitária de aparências" vou ter pena desse coração solitário que ainda não encontrou o verdadeiro amor.

Tati Bernardi

terça-feira, 30 de outubro de 2012



“Quero acordar de manhã com você ao meu lado, quero chegar à noite e jantar com você. Quero compartilhar com você cada detalhe bobo do meu dia e ouvir cada detalhe do seu. Quero rir junto com você e dormir com você em meus braços.”
— Nicholas Sparks
E eu quero que você venha cuidar de mim. Quero acordar e assim que abrir os olhos, ver você. Perceber o quanto sou feliz por ter você. Quero que me beije devagar, me segurando com força, e dizendo que ficaria assim até não poder mais. Quero uma vida leve e serena com você. Uma casa só nossa, um filme no frio, e até um cachorro. Quero que você me faça a pessoa mais feliz do mundo, pois eu também te farei se sentir do mesmo jeito. Quero bagunça na cozinha, a gente tentando preparar alguma coisa, e acabando no chão. Quero você, as coisas simples. Então fica. Quero viver esse amor, quero viver nessa vida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011


Por falar em perdão..

"...Vamos jogar aberto. A culpa é minha. Eu dei meu coração. Eu criei expectativas. Então, com sua licença. A culpa é minha. Minha culpa. Minha feia culpa que é minha e de mais ninguém. Minha culpa de sete pontas. Minha culpa que me faz olhar a vida e me sentir personagem principal de uma página triste. E não é só triste. É uma culpa boa. Porque também me faz exercitar um sentimento maior (e mais brilhante que o mundo): o perdão. Se eu pudesse escolher um verbo hoje, eu escolheria perdoar. Assim, conjugado na primeira pessoa, com objeto direto e ponto final: eu me perdôo. Não, eu não te perdôo porque não tenho porque te perdoar. Tenho que perdoar a mim. A mim, que me ferrei. Me iludi. Me refiz. Me encantei. A culpa é minha. Minhas e das minhas expectativas. Minha e das minhas lamentáveis escolhas. Minha e do meu coração lerdo. Minha e da minha imaginação pra lá de maluca. Então, com sua licença, deixe eu e minha culpa em paz. Eu e meu delicioso perdão por mim mesma. Eu só te peço uma coisa. Pare de culpar a vida. Pare de ter pena de você. Se assuma. Se aceite. Se culpe. Se estrepe. Se mate. Mas se perdoe. Pelo amor de Deus, se perdoe."

sábado, 19 de novembro de 2011


Eu conheço o seu coração. Seu coraçãozinho que já foi quebrado, estilhaçado em mil pedacinhos, como um copo de cristal que cai no chão. Conheço seus pensamentos, cada um que passa na sua mente, conheço os seus sonhos, conheço os seus desejos, o que você gosta e não gosta. Além de tudo isso, eu conheço a dor que você sente. Não por conhecer tudo, mas por sentir ela com você. E quando você chora, eu choro junto, quando você se tranca no quarto, eu não deixo ninguém entrar, te coloco no meu colo e deixo você chorar, até que durma. Agora você sabe porque se sente em paz quando chora? É porque eu recolho suas lágrimas, para que eu as chore no seu lugar. E quando sua dor para, é porque eu estou sofrendo por você. Eu estou quieto, e você está se remoendo de raiva de mim. Estou quieto, porque quero preparar algo maravilhoso no fim do tunel, para que você perceba, que mesmo que tenha sido escuro por todo o caminho, eu estive ali, na sua frente, retirando todas as pedras pra você, se machucando por você, sangrando no seu lugar... Você sofreu, eu sei, mas sofreu o minimo, aquilo que eu sei que você poderia sofrer, o que você não podia, eu sofri. Você está com raiva de mim. Mas eu não me importo. Porque eu te amo além de tudo. E vou continuar sofrendo por você, vou continuar chorando por você e com você de noite, de manhã, de madrugada. Vou continuar do seu lado quando você se trancar no quarto pra escutar qualquer musica no ultimo volume. Vou te amar. Mesmo que você me odeie e não me queira mais, vou continuar te querendo. Mesmo que sinta muita raiva de mim, a unica coisa que eu vou fazer é te amar mais.

Com amor, DEUS.


terça-feira, 19 de julho de 2011


Quando a realidade não funciona mais é hora de colocar todos os seus sonhos dentro da mala e ir de “planos e cuia” em busca de conforto pra alma. Quando seu espaço fica pequeno para tantos desejos e a rotina começa a te apertar, pode se preparar pra colocar o pé na estrada.

É difícil aceitar, mas muitas moradias que construímos ou mesmo residimos ao longo da vida serão temporárias. Nossos planos são nômades e tem vontade própria, mudam de idéia a todo instante. Uma hora felizes em um canto, minutos depois inquietos e prontos pra partir.

Quando isso acontece, mais do que força para abandonar a antiga casa, é preciso coragem para enfrentar uma viagem desconhecida rumo ao novo.

É verdade, levar nossos ideais para morar em outro lugar pode ser assustador.

Mas também pode ser delicioso. Se essa viagem de recomeço tiver como guia nossa própria vontade.

Fernanda Gaona

segunda-feira, 16 de maio de 2011

De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte e vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe, ver a linha do horizonte me distrai
Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora além de aqui dentro de mim

Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você, porque você esta comigo o tempo todo
E quando vejo o mar, existe algo que diz que a vida continua
E se entregar é uma bobagem


Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos, lembra que o plano era ficarmos bem
Eieieieiei ! Olha só o que eu achei
Humrun ... cavalos-marinhos

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tem horas que não dá pra esconder no olhar,
Como as coisas mudam e ficam pra trás,
O que era bom hoje não faz mais sentido.
É, uma hora isso ia acontecer.
A vida cobra e a gente tem que crescer.
Me pergunto se você pensa em mim como eu penso em você.

Aonde estiver espero que esteja feliz
Encontre seu caminho.
Guarde o que foi bom (foi bom) e jogue fora o que restou.
Pois acredito nos meus sonhos
Eu acredito na minha vida.
E no meio dessa guerra.
Nenhum de nós pode ganhar.


Sonhar, e não desistir.
Cair e ficar de pé,
Dar valor depois que passou.
É duvidar da sua fé,
Eu vejo a vida tem vários caminhos.
E entre eles o destino improvisa,
Nos pequenos detalhes da vida,
A resposta está escondida.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

’Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz (...)





Caio Fernando Abreu

sábado, 2 de abril de 2011



“Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas… quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei. Alguém aí acredita em segundo amor?”



Fernanda Mello

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade. Então, quando bate a ansiedade e meu coração taquicardíaco começa a doer, ponho a mão nele e digo a mim mesma: “Obrigada por, pelo menos, poder sentir que não estou sozinha”. Porque eu não perdi uma estação, eu perdi a mim mesma e agora me sinto como um prédio que foi demolido e está sendo reconstruído, tijolo a tijolo novamente. E esse processo é muito difícil, mas acho também a experiência mais bonita que uma pessoa possa vivenciar. Toda reforma, é para fazer melhoras e, algumas coisas, por não poderem ser recuperadas, terão de ser substituídas. E a gente se apega demais a tudo. Pois estou tão disposta às reformas, mesmo que isso inclua marretadas no meu coração logo pela manhã, bem cedo. A gente, quando enjoa da dor, começa a ressignificar os acontecimentos, e percebe que se agarrar a um momento bom, acelera o processo de cura.Tenho tido bons momentos e todos os dias Deus me dá uma alegria que ameniza qualquer desespero. Mas há tempos eu não consigo gargalhar. [...]
Paciência deve ser o meu aprendizado agora...Aceito e agradeço.

Marla de Queiroz

sábado, 26 de março de 2011

Este silêncio é assustador. Não porque talvez ele não seja necessário, mas porque mesmo sendo necessário, ele machuca. E ando muito ferida pra suportar um pouco mais de dor. Então eu queria que alguém me dissesse que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me desnorteado demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto.E ainda há a saudade.E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longínquo!E estou com pressa, e sede e fomes demais. Percebe como minhas palavras estão respirando com dificuldade? Então eu te peço pra não me deixar tão sozinha assim nesta fase. Mesmo que haja sol e as ondas vão e venham incansavelmente me lembrando do movimento da vida, a sua voz me faz tanta falta quanto uma brisa. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço termina porque as pessoas têm as suas vidas. E ainda, o barulho das cidades têm me incomodado tanto quanto este silêncio denso. Então eu fico sem saber pra onde ir. E fico tão sonolenta e encolhida no meu canto até que alguém venha me abraçar novamente. E às vezes esse socorro demora tanto por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. De paz. Por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada.

Só estou te dizendo estas coisas porque acho estranho você não ter a menor curiosidade em saber como tenho me sentido. Depois de tudo. Porque não existe um segundo sequer em que eu não pense e queira saber e deseje que você esteja bem. Só isso.

*
Marla de Queiroz