quinta-feira, 28 de abril de 2011

Tem horas que não dá pra esconder no olhar,
Como as coisas mudam e ficam pra trás,
O que era bom hoje não faz mais sentido.
É, uma hora isso ia acontecer.
A vida cobra e a gente tem que crescer.
Me pergunto se você pensa em mim como eu penso em você.

Aonde estiver espero que esteja feliz
Encontre seu caminho.
Guarde o que foi bom (foi bom) e jogue fora o que restou.
Pois acredito nos meus sonhos
Eu acredito na minha vida.
E no meio dessa guerra.
Nenhum de nós pode ganhar.


Sonhar, e não desistir.
Cair e ficar de pé,
Dar valor depois que passou.
É duvidar da sua fé,
Eu vejo a vida tem vários caminhos.
E entre eles o destino improvisa,
Nos pequenos detalhes da vida,
A resposta está escondida.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

’Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz (...)





Caio Fernando Abreu

sábado, 2 de abril de 2011



“Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas… quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei. Alguém aí acredita em segundo amor?”



Fernanda Mello

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não) plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive uma sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas. E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando, fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já consigo perceber beleza na nudez de cada uma das minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha cumplicidade. Então, quando bate a ansiedade e meu coração taquicardíaco começa a doer, ponho a mão nele e digo a mim mesma: “Obrigada por, pelo menos, poder sentir que não estou sozinha”. Porque eu não perdi uma estação, eu perdi a mim mesma e agora me sinto como um prédio que foi demolido e está sendo reconstruído, tijolo a tijolo novamente. E esse processo é muito difícil, mas acho também a experiência mais bonita que uma pessoa possa vivenciar. Toda reforma, é para fazer melhoras e, algumas coisas, por não poderem ser recuperadas, terão de ser substituídas. E a gente se apega demais a tudo. Pois estou tão disposta às reformas, mesmo que isso inclua marretadas no meu coração logo pela manhã, bem cedo. A gente, quando enjoa da dor, começa a ressignificar os acontecimentos, e percebe que se agarrar a um momento bom, acelera o processo de cura.Tenho tido bons momentos e todos os dias Deus me dá uma alegria que ameniza qualquer desespero. Mas há tempos eu não consigo gargalhar. [...]
Paciência deve ser o meu aprendizado agora...Aceito e agradeço.

Marla de Queiroz

sábado, 26 de março de 2011

Este silêncio é assustador. Não porque talvez ele não seja necessário, mas porque mesmo sendo necessário, ele machuca. E ando muito ferida pra suportar um pouco mais de dor. Então eu queria que alguém me dissesse que vai ficar tudo bem, sabe? Porque esta incerteza toda tem me desnorteado demais. E uma ansiedade aguda toma conta de mim minuto a minuto.E ainda há a saudade.E mesmo que as previsões sejam positivas, tudo ainda me parece tão longínquo!E estou com pressa, e sede e fomes demais. Percebe como minhas palavras estão respirando com dificuldade? Então eu te peço pra não me deixar tão sozinha assim nesta fase. Mesmo que haja sol e as ondas vão e venham incansavelmente me lembrando do movimento da vida, a sua voz me faz tanta falta quanto uma brisa. Não que tenha me faltado companhia, mas em algum momento o abraço termina porque as pessoas têm as suas vidas. E ainda, o barulho das cidades têm me incomodado tanto quanto este silêncio denso. Então eu fico sem saber pra onde ir. E fico tão sonolenta e encolhida no meu canto até que alguém venha me abraçar novamente. E às vezes esse socorro demora tanto por causa da minha necessidade sempre tão urgente de tudo. De paz. Por não querer sufocar ninguém, fico aqui, sufocada.

Só estou te dizendo estas coisas porque acho estranho você não ter a menor curiosidade em saber como tenho me sentido. Depois de tudo. Porque não existe um segundo sequer em que eu não pense e queira saber e deseje que você esteja bem. Só isso.

*
Marla de Queiroz

terça-feira, 15 de março de 2011

Pitty e 30 Seconds to Mars - The Kill (Legendado)


Sou impulsiva, sou sentimentos, sou palavras...
Às vezes falo mais que deveria, e menos do que gostaria...
Então, me apego sempre na permissão do coração.
De acordo com minha emoção.
Porque ela torna tudo possível...
E depois? O que fazer com o arrependimento?
Coloco no bolso levo e coleciono?
Sinceramente não sei...

Só sei que não consigo conviver com a dúvida do que
"poderia ter sido"...
Isso me consome, mas quer saber?
Aprendi a respeitar meu coração...
Aprendi simplesmente.
"A me levantar"...

E me permito errar. Me permitindo assim viver.
E aprendendo com meus erros. Sigo!.
E não costumo regredir não... Aprendo pra valer...

E se não me faz bem, não dou espaço....
Sei até onde eu posso ir, porque sei exatamente o tempo que levei pra me levantar de cada queda...
Não sinto pelos outros.
Não vivo pelos outros.
Muito menos decido pelos outros...

As escolhas das minhas atitudes são sempre muito pesadas.
E sempre arco com o preço....
Se não consigo dizer o que quero.
Sempre tenho certeza do que não quero. há isso tenho.....

Já tive experiência suficiente para aprender a dizer não...
Aprendi há não querer , quando não me é satisfatório.
E por maior que seja a tentação... Digo que "NÃO" !!!

Aprendi que as vezes, ser egoísta pode até ser bom....
Respeitar mais a mim mesma e me poupar de certas dores...
"isso é saber viver"? Sei não.

...Só sei que, saber viver mesmo de verdade, ninguém sabe....
Ninguém consegue viver plenamente.

Suponho eu que ainda ninguém conseguiu a façanha de ter uma vida plena, sem erros e sem frustrações....
Na verdade, passamos a vida inteira colecionando frustrações....

E no fim, o coração tá um remendo só....
Mas, se não for assim, ninguém vive...

Ou seria apenas mais uma janela.
Onde se abre um pouquinho da cortina e fica vendo tudo passar diante dos olhos ....
E fica lá no canto dela acuado só olhando.
Sem nada fazer !!!

É tudo muito complicado.... Mas sabe?
Eu fiz de tudo, ou quase tudo... Não deixei nada passar.
Mas de nada adiantou... Lutei, e ainda luto pra viver.

Fui insistente e persistente.... Ainda sou...
mas de nada adianta...

Então diante disso o que fazer?
Sentar na janela e ver a vida passar?

NÃO!!!

É SIMPLESMENTE deixar acontecer....

Aprendendo um pouco mais todo dia...
E um dia de cada vez...



Andréya

domingo, 13 de março de 2011



Que me venha sempre:
Sorriso doado
Afago dobrado.
Amor enfeitado
Beijo de mãe. Colo de amor
Oração no coração. Carinho quente
Delicadeza na alma. Leveza nos pés
Saudade bonita. Fé nas pessoas
Tristeza rasa. Alegria profunda
Cotidiano acompanhado. Conversa que sara
Força nos dias. Esperança nos sonhos
Sorriso nos olhos. Firmeza nas palavras
Ouvidos que veem. Olhos que escutam
Boca que abraça, Braços que beijam
Livra me de tudo que me trava viver....
De tudo que me atrasa sorrisos ...
De tudo que me cega a retina da alma!
E de pessoas que exalam da alma
Covardia e estupidez...


Andréya

sábado, 12 de março de 2011

"Mas as vezes, não importa o quanto você ame alguém, elas simplesmente não podem te amar da mesma maneira."



(Grey's Anatomy)