quarta-feira, 9 de março de 2011


Desde sempre me desencaixo da vida.

Nunca pude me moldar.

Não sou comum! Nem quero ser...

Vivo perdendo o ritimo.

Sou silêncio além da conta.

Porque amor pra mim, é pra sempre! ...

É certo que essa vida é bonita.

Mas por vezes ela nos latejam dores inteiras.

E depois de alguns enganos e desenganos,

corremos o risco de deixar o coração esfriar...

É certo também que não é por inteiro.

Porque onde mais dói os amigos aliviam sim.

Mas elas continuam aqui, esfolando devagarinho!


São momentos transformados em agonia constante.

A única coisa que eu queria em um desses momentos era a promessa de que seus olhos jamais foram mentiras...


Que naqueles momentos de 'nós'.

Nós nos cabiamos um no outro.

Porque nossos corpos sempre souberam

se encaixar com maestria...

Como numa grande orquestra em

que o maestro jamais errou seus movimentos!



Mas hoje depois de tantos talvez...

O que quero mesmo é aceitar essa

realidade que me rasga por dentro.

Que me esfola em vida deixando os poros abertos.

Querendo viver sem poder.

Porque ainda arde!


Andréya

terça-feira, 8 de março de 2011


Uma parte de mim sempre vai te amar.... A outra ah de se acalmar e esperar... vivendo!
... mas te guardando!.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência."


Caio F. Abreu.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...). Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia (...). Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser à toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar."

sábado, 19 de fevereiro de 2011

"E", "SE", São duas palavras tão inofensivas quanto as palavras podem ser, mas coloque-as juntas lado-a-lado e elas tem o poder de assombrá-las pelo resto da sua vida. E se? E se? E se?... Você só precisa ter coragem de seguir seu coração. Não sei como é o amor como o de Julieta, um amor pelo qual deixar entes queridos, um amor pelo qual cruzar oceanos, mas quero acreditar que, se um dia eu sentisse esse amor, teria a coragem de agarrá-lo..."



(Do filme: Cartas para Julieta)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

VAI PASSAR...

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos.


Caio F. Abreu.

domingo, 23 de janeiro de 2011

"Meu travesseiro acordou molhado...Não era a chuva, eram as minhas despedidas dos "sentimentos antigos, já confortáveis"...Viver tem dias muito nublados quando a simples existência nos dói nos ossos. É como mergulhar num mar que não dá pé quando nem se sabe nadar... Não julgo, não culpo o mundo, antes trago a responsabilidade pra mim e digo: " o preço de uma alegria explodida no peito, é essa angústia sem um réu" (...)



Marla de Queiroz
Devolve toda a tranqüilidade



toda a felicidade que eu te dei e que perdi



devolve todos os sonhos loucos que eu construí aos poucos e te ofereci



devolve, eu peço, por favor aquele imenso amor que nos teus braços esqueci.



Devolve, que eu te devolvo ainda esta saudade infinda que eu tenho de ti.





Mario Lago